sexta-feira ,19 janeiro 2018
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Manifestantes voltam às ruas e polícia faz revista para evitar incêndios

foto: 180graus.com
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Teresina enfrenta nesta terça-feira (10) o terceiro dia de protestos por conta do reajuste da passagem de ônibus para R$ 3,30. Ontem, um ônibus chegou a ser incendiado na Avenida Frei Serafim. No início da tarde de hoje, policiais militares realizaram revistas nas bolsas de estudantes, que estavam concentrados na Praça do Fripisa, no Centro da capital, e, por volta das 17h, seguiram em direção a Avenida Frei Serafim, que está parcialmente bloqueada.

Os manifestantes gritam: “mãos ao alto, 3,30 é um assalto”. O grupo leva cartazes com os dizeres: “se a tarifa não baixar, Teresina vai parar”, “se ir e vir é um direito, lutar por ele é um dever” e “Trabalhador presta atenção tamo lutando contra o aumento do busão”.

Em rápida avaliação, o estudante de Medicina Jonatas Dias, que é membro do DCE da Universidade Estadual do Piauí, disse que o movimento irá crescer cada dia mais e já conta com o apoio dos trabalhadores. Para ele, o prefeito Firmino Filho (PSDB) precisa recuar do reajuste dado neste ano na tarifa.

“A avaliação é que o movimento começou com os estudantes e agora conta com o apoio do trabalhador, que também acha esse aumento de R$3,30 é oneroso para todos. O movimento vai crescer mais e vai fazer o (prefeito) Firmino recuar porque esse reajuste não tem justificativa diante dessa crise econômica; e o trabalhador não vai pagar por essa crise”, declarou.

Revista em mochilas

O estudante de Ciência Política, Guilherme Monteiro, declarou que ficou revoltado com a maneira da abordagem policial. “Na hora que desci do ônibus os policiais já chegaram pedindo para ver o que tinha dentro da minha mochila”, afirma o manifestante.

Já a estudante de Direito, Verônica Viana, avaliou que a polícia está reprimindo quem age contra a ordem.  Para ela, “o ato é de intimidação”.

O tenente coronel Raimundo Feitosa disse que as ações da polícia são voltadas para impedir que mais ônibus sejam incendiados. “Estamos fazendo o monitoramento de prevenção. Até agora não encontramos nenhum material suspeito que possa provocar alguma queima”, informou o coronel.

Além da presença de manifestantes e policiais, os agentes da Superintendência Municipal de Trânsito (Strans) estão acompanhando o movimento.

O coronel Jaime Oliveira, diretor de operação e fiscalização da Strans, disse que poderá ocorrer a interdição de ruas devido a presença dos manifestantes nas vias.

O incêndio

A confusão na noite desta segunda-feira que terminou com o ônibus incendiado teria começado após policiais atirarem balas de borracha e atingirem duas pessoas, que teriam sido levadas para um hospital da cidade. Os ônibus deixaram de circular na Frei Serafim depois do incidente.

O diretor administrativo do Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Teresina (Setut), Marcelino Lopes, reagiu ao fato e classificou como um ato de “desocupados e bandidos” a ação dos manifestantes.

 

Fonte: cidadeverde.com

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