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Governo e Ministério da Saúde realizam oficinas do óbito menção de tuberculose e manejo clínico da doença

Objetivo das oficinas é capacitar profissionais para a realização de uma melhor qualificação de dados

11/07/2024 15h23
Por: Rádio Verona
Fonte: Secom Maranhão
Foto: Reprodução/Secom Maranhão
Foto: Reprodução/Secom Maranhão

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) e o Ministério da Saúde reúnem profissionais da saúde e promovem oficinas de vigilância do óbito menção de tuberculose e manejo clínico da doença, em São Luís (MA). O objetivo das oficinas é capacitar profissionais para a realização de uma melhor qualificação de dados

“Este evento que tem como finalidade uma maior sensibilização dos nossos profissionais neste fortalecimento da vigilância estadual. Precisamos da parceria dos municípios para que possamos entender o que aconteceu e o que poderia ter sido feito para evitar o óbito por tuberculose. O governador Carlos Brandão realiza um governo municipalista e estamos para apoiar as necessidades dos municípios e, juntos, eliminar a tuberculose do estado - conforme preconiza o MS”, disse a secretária adjunta da Política de Atenção Primária e Vigilância em Saúde da SES, Deborah Campos.

A oficina da vigilância do óbito com menção de tuberculose nas causas de morte realizada, nesta quarta-feira (10), foi direcionada aos profissionais da Atenção Primária à Saúde, da Atenção Especializada, da Vigilância em Saúde, dos Núcleos Hospitalares de Vigilância Hospitalar e do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) de 42 municípios maranhenses. 

Nesta quinta (11) e sexta-feira (12) a capacitação é voltada para o manejo clínico da doença em crianças e adolescentes. O evento é direcionado aos médicos, enfermeiros e demais profissionais que atuam na assistência direta de crianças e adolescentes com tuberculose, preferencialmente em APS de 28 municípios maranhenses. 

A superintendente de Epidemiologia e Controle de Doenças da SES, Dalila Vasconcelos dos Santos, lembrou que encontro é muito importante porque promove uma troca de experiência entre os municípios. “Passaremos a ter uma maior sensibilização dos profissionais na qualificação destes dados de óbitos por tuberculose e buscar um banco de dados eficiente para tomada de decisões em todo o contexto de saúde pública”, destacou. 

Técnica da coordenação geral de Vigilância da Tuberculose, Micoses Endêmicas e Microbactérias não Tuberculosas do Ministério da Saúde, Isabela Lucena disse que a pandemia da Covid-19 pode ter deixado que muitos casos de tuberculose não fossem tratados e evoluídos a óbito. “Agradecemos o empenho do estado e dos municípios para que possamos ter equipes mais treinadas na vigilância do óbito com menção para tuberculose para que possamos intervir e reverter estes dados”, justificou a técnica do MS. 

Enfermeira do setor de ambulatório de Tuberculose do Hospital Presidente Vargas - que é referência no Estado - Socorro Vale disse que, apesar do hospital não receber crianças, é importante o conhecimento para referenciar atendimento. “O conhecimento é importante para que possamos prestar melhor assistência e um serviço mais resolutivo para a população”, afirmou Socorro Vale.

A doença

A tuberculose (TB) é uma doença transmissível, que conta com métodos eficazes de prevenção, diagnóstico e tratamento, sendo curável na maior parte dos casos. No entanto, em 2022, a TB foi a segunda principal causa de morte por um único agente infeccioso no Brasil, superada apenas pela doença do coronavírus SARS-CoV-2 (covid-19).

O processo de investigação do óbito possibilita a identificação dos pontos críticos dos serviços de saúde na assistência à pessoa com TB. Além disso, é possível realizar a qualificação dos dados nos sistemas de informação.

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